Mostrando postagens com marcador Evangelho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Evangelho. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Evangelho ::

BOA NOITE QUERIDOS IRMÃOS E IRMÃS. Que a paz de Jesus esteja presente em nossos lares e em nosso coração.Que tenhamos mais paciência com o nosso próximo e com nós mesmos. sejamos indulgentes. e tenhamos fé.

obrigada por tudo, jesus. mais uma vez, obrigada.

 

O Evangelho Segundo o Espiritismo, por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires

Cap. 24 – NÃO POR A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE

Carregar a Cruz – Quem Quiser Salvar a Vida

            17  Bem aventurados sereis quando os homens vos aborrecerem, e quando vos separarem, e carregarem de injúrias, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do Homem. Folgai naquele dia, e exultai; porque, olhai, que grande é o vosso galardão no céu; porque desta maneira tratavam aos profetas os pais deles. (Lucas, VI: 22-23)
            18  E chamando a si o povo, com seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quiser seguir, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Pois de que aproveitará ao homem, se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Marcos, VIII: 34-36; Mateus, X: 39, e João, XII: 24-25).
            19 – Regozijai-vos, disse Jesus, quando os homens vos odiarem e vos perseguirem por minha causa, porque sereis recompensados no céu. Essas palavras podem ser interpretadas assim: Sedes felizes quando os homens, tratando-vos com má vontade, vos derem a ocasião de provar a sinceridade de vossa fé, porque o mal que eles vos fizerem resultará em vosso proveito. Lamentai-lhes a cegueira, mas não os amaldiçoeis.
            Após isso, acrescenta: “Tome a sua cruz aquele que me quer seguir”, isto é: que suporte corajosamente as tribulações que a sua fé provocar, pois aquele que quiser salvar a sua vida e os seus bens, renunciando a mim, perderá as vantagens do Reino dos Céus, enquanto os que tudo perderem aqui em baixo, até mesmo a vida, para o triunfo da verdade, receberão na vida futura o prêmio da coragem, da perseverança e da abnegação. Mas para os que sacrificam os bens celestes aos gozos terrenos, Deus dirá: Já recebeste a vossa recompensa.
Comentário
Boa noite, queridos irmãos(as). Esta mensagem interessante nos traz grandes ensinamentos. “Tome a sua cruz aquele que me quer seguir” basicamente significa aceitação de seus defeitos e falhas, aceitar que irmãos nossos que estão em uma sintonia inferior irão tentar nos machucar e nos reprimir. Mas, não digo isso de forma que temos que receber tudo que jogam em nós, pois isso não é aceitação, isso é submissão. Jesus também nos conta “Se alguém lhe bate na face direita, ofereça-lhe a outra”, e isso significa, se alguém quer lhe prejudicar, mostre o seu lado bondoso e forte. Jesus nunca machucou ninguém, mas muitos tentaram machucá-lo, porém ele não os odiou ou amaldiçoou, ele apenas os perdoou. Entramos em outro tópico de igual importância, através dessa frase “(...) Mas para os que sacrificam os bens celestes aos gozos terrenos, Deus dirá: Já recebeste a vossa recompensa.”.  Ou seja, isso também significa  “Não deixe sua mão direita ver o que a esquerda dá”, doe sem ver a quem e não se vanglorie por isso, não peça holofotes, apenas façam algo bom de coração.
Jesus disse que deveríamos nos regozijar quando os homens, por sua ignorância, nos desafiasse a provar a autenticidade de nossa fé. Jesus incentiva-nos a enfrentar o mundo material, a simonia religiosa e a má-fé quanto à divulgação do reino dos céus. Há necessidade, assim, de fazer reluzir a verdade, de torná-la clara à vista de toda a humanidade, uma vez que a verdade não poderá ser contestada, pois no momento que a quisermos contestar, seremos por ela contestados. A verdade poderá ser reprimida, escondida, mas no momento aprazado ela surge como um facho de luz que surpreenderá muita gente. De acordo com os princípios doutrinários, a lei do progresso é inexorável e, mais cedo ou mais tarde, seremos forçados, condenados a partilhar do caminho do bem rumo à perfeição do Espírito imortal.
"Renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me". Há uma outra frase semelhante: "Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus". Quer dizer, uma vez introduzidos nos ensinamentos cristãos, nos ensinamentos do bem e nos mecanismos da fé, não podemos mais retroceder, sob pena de sofrer grandes traumas futuros. A subida é íngreme, pedregosa. Temos, porém, o exemplo do Cristo, que carregou a sua cruz até o calvário. O nosso martírio não deve ser igual ao de Jesus e nem ao dos primeiros discípulos, que morreram no circo, comido pelos leões. O nosso sofrimento prende-se à propagação da Boa Nova. Para tal, precisamos estar vivos e não mortos.
Muitas vezes nos enganamos acerca do conceito de renúncia. O Espírito Emmanuel esclarece-nos que renunciar não é abandonar os nossos entes queridos, deixando-os na solidão. Para ele, renunciar é aceitar as pessoas tais quais são, sem querer modificá-las a nosso bel-prazer, no sentido de abandonarem as suas crenças para seguirem a nossa. Tudo, no caminho espiritual, é de fórum íntimo. O que para nós é sumamente importante, para os outros pode ser uma tortura. Por isso, não é recomendável impor aos outros esta ou aquela forma de conduta.
Sobre a salvação, na concepção espírita, salvar-se não é transpor a terra e ir para o Céu, para o Paraíso. Salvar-se é livrar-se do mal, é ficar preso ao bem. Quando estivermos a serviço do bem, estaremos protegidos das ciladas do mal. Para isso, urge atualizarmos constantemente as virtualidades inscritas em nosso ser, em nossa consciência. (Kardec, 1984, cap. 24)
Cada ser humano acha que a sua cruz é mais pesada que a do seu vizinho. O nosso problema é sempre mais difícil, mais grave que o do outro. Uma dessas pessoas estava reclamando junto a um sábio. Este lhe falou: ali em frente há uma série de cruzes, enterradas com um nome atrás. Vá até lá e escolha aquela que lhe convier. Qual não foi a surpresa que, ao pegar a menor das cruzes, era o seu nome que nela estava estampado? Moral da história: as dores e sofrimentos inerentes ao nosso ser é o menor possível, é a situação ideal para o nosso crescimento espiritual.
 Estejamos inteiros nos compromissos por nós assumidos. Por pior que seja a nossa situação, resistamos aos golpes da ignorância, da incredulidade e da má-fé. Quem sabe não estão nos dando a oportunidade de provar a nossa perseverança no bem?
Equipe Tempo de Luz e Amor
Fiquem com Deus e os Anjos.
Tenham uma semana de muita paz e alegria.
Abraços de luz,


 

domingo, 8 de julho de 2012

Evangelho aos domingos ::

Boa noite, meus amigos e amigas.
Que a paz de Jesus esteja presente em nossos lares, em nosso pensamento, em nossas ações e em nosso coração.
Agradecemos, mais uma vez, por tudo, Irmão de Luz.
Abençoa-nos com sua paz, seu amor, sua sabedoria.
Obrigada! Que sejamos sempre AMOR.
Assim seja. 

Nossa mensagem de hoje é:
Evangelho segundo o Espiritismo - tradução de J. Herculano Pires - Capítulo 6 – O CRISTO CONSOLADOR

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS:

*
ESPÍRITO DE VERDADE
Havre, 1863

            8 – Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que a suplicam. Seu poder cobre a Terra, e por toda parte, ao lado de cada lágrima, põe o bálsamo que consola. O devotamento e a abnegação são uma prece contínua e encerram profundo ensinamento: a sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender estas verdades, em vez de reclamar contra as dores, os sofrimentos mortais, que são aqui na Terra o vosso quinhão. Tomai, pois, por divisa, essas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõe. O sentimento do dever cumprido vos dará a tranqüilidade de espírito e a resignação. O coração bate melhor, a alma se acalma, e o corpo já não sente desfalecimentos, porque o corpo sofre tanto mais, quanto mais profundamente abalado estiver o espírito.

Comentário:
Boa noite, queridos irmãos e irmãs. Hoje, nosso evangelho nos traz esta singela e bela mensagem, que nos esclarece que a nossa chave libertadora é sermos devotos aos ensinamentos do Cristo e que devemos renunciar espontaneamente do que é conveniente para nós, ou seja, dos interesses do mundo, dos prazeres da carne, dos vícios e tudo o mais que possa corromper e desvirtuar do caminho que nos rege ao progresso espiritual.  Cristo vem nos dizer que não estamos sozinhos nessa jornada, que Deus, nosso Pai de Amor, está conosco, consolando-nos. Porém, ao invés de reclamarmos das dores, das nossas lágrimas e dos nossos sofrimentos, devemos procurar o caminho mais sábio que resume todos os deveres que a caridade e a humildade nos impõe, tendo puro o nosso coração. Devemos seguir os ensinamentos do Cristo, pondo-os em prática. E diante das vicissitudes da vida e das pessoas que cruzarem o nosso destino, tentarmos ser resignados, pacientes, tolerantes, indulgentes e humildes. Muitas vezes as pessoas confundem nossos atos e nos julgam impetuosamente sem ao menos buscar conhecer e compreender o que levou a tomar tal atitude e a dizer tal palavra. As pessoas nos condenam apenas porque não queremos ser e nem fazer o que elas querem que sejamos e façamos. As pessoas não respeitam a individualidade e a intimidade do próximo, pelo contrário, apontam as falhas, inventam histórias, zombam, criticam, acusam, agridem, julgam, e ainda por cima, se fazem de vítimas e tentam contrapor, machucar e confrontar, sendo maledicentes. Infelizmente, vivemos corriqueiramente estas situações, que de uma certa maneira nos desestabilizam. Mas, devemos ter fé em Deus e em Cristo, devemos ser fortes e buscar apoio em Teus ensinamentos, tentar colocar em prática esse trabalho de devotamento e abnegação durante o nosso dia a dia, em nosso lar, nosso trabalho, nosso grupo de amigos etc. O sentimento do dever cumprido vos dará a tranquilidade de espírito e a resignação. O coração bate melhor, a alma se acalma, e o corpo já não sente desfalecimentos, porque o corpo sofre tanto mais, quanto mais profundamente abalado estiver o espírito.
Equipe Tempo de Luz e Amor
Fiquem com Deus e os anjos, tenham uma semana de muita paz, sorrisos e tranquilidade.
Sejam sempre felizes. Que a paz de Jesus reine no seu coração.
E que o bem prevaleça.
 
 

domingo, 1 de julho de 2012

Evangelho aos domingos ::


Boa noite, queridos irmãos e irmãs!
Que a paz do nosso irmão Jesus esteja em nossos lares e em nossos corações. Que a Tua luz e o Teu amor, Jesus, faça-se morada em nossas vidas e reine dentro de nós.
Obrigada por tudo mais uma vez.
Abençoa-nos hoje e sempre.
Assim seja.

Evangelho segundo o Espiritismo  
Cap. 19 – A FÉ QUE TRANSPORTA MONTANHAS – tradução J. Herculano Pires

Parábola da Figueira Seca

 

            8 – E ao outro dia, como saíssem de Betânia, teve fome. E tendo visto ao longe uma figueira, foi lá a ver se acharia nela alguma coisa; e quando chegou a ela, nada achou, senão folhas, porque não era tempo de figos. E falando-lhe disse: Nunca jamais coma alguém fruto de ti para sempre; o que os discípulos ouviram. E no outro dia pela manhã, ao passarem pela figueira, viram que ela estava seca até as raízes. Então, lembrando Pedro, disse para Jesus: Olha, Mestre, como secou a figueira que tu amaldiçoaste. E respondendo Jesus, lhes disse: Tende fé em Deus. Em verdade vos afirmo que todo o que disse a este monte: Tira-te daí e lança-te ao mar, e isto sem hesitar no seu coração, mas tendo fé de que tudo o que disser sucederá, ele o verá cumprir assim. (Marcos, XI: 12-14 e 20-23).
            9 – A figueira seca é o símbolo das pessoas que apenas aparentam o bem, mas na realidade nada produzem de bom: dos oradores que possuem mais brilho do que solidez, dotados do verniz das palavras de maneira que estas agradam aos ouvidos; mas, quando as analisamos, nada revelam de substancial para o coração; e, quando as acabamos de ouvir, perguntamos que proveito tivemos.
            É também o símbolo de todas as pessoas que podem ser úteis e não o são; de todas as utopias, de todos os sistemas vazios, de todas as doutrinas sem bases sólidas. O que falta, na maioria das vezes, é a verdadeira fé, a fé realmente fecunda, a fé que comove as fibras do coração, em uma palavra, a fé que transporta montanhas. São árvores frondosas, mas sem frutos, e é por isso que Jesus as condena a esterilidade, pois dia virá em que ficarão secas até à raiz. Isso quer dizer que todos os sistemas, todas as doutrinas que não produziram nenhum bem para a humanidade, serão reduzidas a nada; e que todos os homens voluntariamente inúteis, que não se utilizaram os recursos de que estavam dotados, serão tratados como a figueira seca.
            10 – Os médiuns são os intérpretes dos Espíritos. Suprem o organismo  material que falta a estes, para nos transmitirem as suas instruções. Eis porque são dotados de faculdades para esse fim. Nestes tempos de renovação social, desempenham uma missão especial: são como árvores que devem dispensar o alimento espiritual aos seus irmãos. Por isso, multiplicam-se, de maneira a que o alimento seja abundante. Espalham-se por toda parte, em todos os países, em todas as classes sociais, entre os ricos e os pobres, os grandes e os pequenos, a fim de que em parte alguma haja deserdados, e para provar aos homens que todos são chamados. Mas se eles desviam de seu fim providencial a faculdade preciosa que lhes foi concedida, se a colocam a serviço de coisas fúteis e prejudiciais, ou dos interesses mundanos; se, em vez de frutos salutares, dão maus frutos; se se recusam a torná-la proveitosa para os outros; se nem mesmo para si tiram os proveitos da melhoria própria, então se assemelham à figueira estéril. Deus,então, lhe retirará um dom que se tornou inútil entre as suas mãos; a semente que não souberam semear; e os deixará tornarem-se presas dos maus Espíritos.


Comentário:

Boa noite, meus irmãos e irmãs. Nesta bela mensagem de hoje devemos analisar com discernimento o que nosso Mestre Jesus nos ensinou através de suas parábolas e que por muitas vezes foi mal interpretado, mal entendido ou mal compreendido. Não podemos jamais admitir que Jesus amaldiçoasse uma figueira, aos que leem ao pé da letra, não seria de Jesus mostrar seu poder, pois estaria sendo contrário a sua moral de respeito, sabedoria, paz e amor.
O que podemos entender é que esta parábola nos fala do quanto ainda nos perdemos na palavra, pois ficamos tentando mostrar aos outros quem não somos, camuflando nosso eu, vestindo-se de máscaras. Proclama-se um temporal de verdade, boa conduta e dedicação, no entanto, possuindo um abismo no coração. A parábola da figueira seca simboliza essas pessoas, que vivem somente de aparências, mas com o coração endurecido. A parábola simboliza também as pessoas que aparentam o bem, mas na realidade nada produzem de bom; pessoas que podem ser úteis e não o são; médiuns que se desviam de sua missão. A ignorância do ser humano infelizmente ainda leva a este tipo de atitude. Quantas vezes não escutamos no nosso dia a dia, por exemplo: “eu sou uma pessoa ótima, verdadeira, pura, eu só desejo o bem, eu não tenho preconceitos, eu não faço maldades”, porém, quando analisamos, nada revelam de substancial para o coração. Muitas vezes as pessoas tornam-se até alienadas. Pois, apenas as palavras brilham, mas os atos e o interior revelam o contrário. No contexto histórico-bíblico, esta parábola representa também a chegada de Jesus a Jerusalém, quando Ele expulsou os vendilhões do templo, ensinando que Sua casa é um ambiente de oração e não de perdição. Podemos dizer que a figueira seca representa a purificação do templo.
Porém, o ensinamento dessa parábola é profundo, ela não nos fala apenas das aparências, dos desvios, da negligência, mas sim da verdadeira fé, pois Jesus, nosso irmão maior, está, nesta passagem evangélica, chamando a nossa atenção para as boas obras, não de aparência, mas de real valor para a Humanidade. O verniz da caridade nada vale, pois a salvação da alma está presa ao essencial, não ao que aparentamos ser. O que falta, na maioria das vezes, é a verdadeira fé, a fé realmente fecunda, a fé que comove as fibras do coração, em uma palavra, a fé que transporta montanhas. São árvores frondosas, mas sem frutos, e é por isso que Jesus as condena a esterilidade, pois dia virá em que ficarão secas até à raiz. Esta parábola ilustra também, por exemplo, médiuns capacitados, mas que se desviam de seu objetivo providencial; para esses, a mediunidade serve para coisas fúteis ou prejudiciais, visando aos interesses materiais. 
Um bom exemplo que podemos citar é a casa espírita, pois o Centro Espírita, se não servir de calmante\alívio aos que o procuram, pode se tornar uma “figueira seca”, pois deixou de atender às necessidades de seus frequentadores. Por isso, cada um de seus trabalhadores\frequentadores deve se sacrificar para que o todo prevaleça sobre as suas opiniões, e no caso do Espiritismo, os princípios doutrinários devem sempre estar em primeiro lugar. Assim, “Uma árvore deve ser conhecida pelos seus frutos. Não é o tamanho, a configuração, as ramagens, os rebentos verdes, as pontas ressequidas, o aspecto brilhante, a vetustez do tronco, a fragilidade das folhas, o aroma atraente. Não é pela aparência exterior, mas pelos frutos, utilidade e produção. O que realmente vale é a substância de nossa colaboração no progresso comum, pela importância de nosso concurso no bem geral.” Essa parábola também pode ser estendida àqueles que não são coerentes entre o falar e o agir; instituições ou pessoas que apregoam o bem e a caridade, mas ainda são egoístas e não se esforçam para colocar em prática os ensinamentos do Mestre Jesus.
Também nos faz refletir que “a quem muito for dado, muito será cobrado”, pois se esperava da figueira bons frutos, por causa das condições propícias que possuía. Esta passagem nos alerta de que aqueles que detêm o conhecimento, mas não o fazem produzir frutos, por orgulho ou acomodação, cometem grave equívoco.
Também visa nossa reflexão acerca da verdadeira fé, a fé produtiva, a fé que comove as fibras do coração, enfim, a fé que transporta montanhas, ou seja, que nos fortalece para vencer nossas dificuldades. Assim, através desta parábola Jesus nos mostra a importância de cultivar o bem, pois sem a verdadeira bondade os frutos do nosso trabalho serão vazios. Como o evangelho nos conta “A figueira seca é o símbolo das pessoas que não tem senão as aparências do bem”, ou seja, todos aqueles que tiveram a chance de serem úteis, mas não foram, todos aqueles que quando olhamos suas vidas não produziram nada de bom.

Não estamos falando apenas de grandes atos, mas dos pequenos também, ajudar os outros de uma forma geral. Reservar um pouco da sua oração diária para pedir bem a alguém, ser gentil, ouvir o que os outros têm a dizer. Pequenos atos que, quando somados, dizem muito.
Isso parece mais uma lição de bondade do que de fé, mas de onde vem à bondade senão da fé. “A fé é a mãe da esperança e da caridade”.

Então, meus irmãos, sejamos melhores hoje do que fomos ontem e amanhã melhores do que fomos hoje. Fiquem com Deus e os anjos.
Tenham uma semana de paz, alegria e luz!
Abraços fraternos,
Equipe Tempo de Luz e Amor. 


domingo, 24 de junho de 2012

Evangelho aos domingos ::


Boa noite, amigos e amigas.
Que a Paz de nosso Senhor Jesus esteja em nossos lares e em nossos corações. Que o Amor invada a nossa alma e nos faça caminhar decididamente a serviço do bem e do amor ao próximo. Amando sempre Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Jesus, Irmão de Luz, olha por cada um de nós.
Agradecemos por tudo.
Assim seja.

Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo XXVI
Dar de graça o que de graça receber
Tradução J. Herculano Pires

Dom de Curar
            1 – Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; daí de graça o que de graça recebestes. (Mateus, X: 8).
            2 – “Daí de graça o que de graça recebestes”, disse Jesus aos seus discípulos, e por esse preceito estabelece que não se deve cobrar aquilo por que nada se pagou. Ora, o que eles haviam recebido de graça era a faculdade de curar os doentes e de expulsar os demônios, ou seja, os maus Espíritos. Esse dom lhe fora dado gratuitamente por Deus, para alívio dos que sofrem e para ajudar a propagação da fé. Ele lhes diz que não o transformem em objeto de comércio ou de especulação, nem em meio de vida.
Comentário:
Boa noite, queridos amigos. Hoje, o Evangelho nos traz esta linda, singela e profunda mensagem, que nos esclarece sobre o dom de curar. Allan Kardec diz que todos somos mais ou menos médiuns, pois todos possuem a mediunidade natural, canal psíquico através do qual somos estimulados ao crescimento. Entretanto, médiuns propriamente ditos são aqueles que recebem manifestações ostensivas dos Espíritos. A única forma de sabermos se temos ou não mediunidade ostensiva é nos colocando como servidores sinceros da causa de Jesus. Assim, a mediunidade é algo sagrado, que deve ser exercitada no dia a dia, das mais variadas formas, porém deve ser trabalhada com Jesus, ou seja, com base nos ensinamentos Dele. Sempre comprometidos e disciplinados, orando e vigiando.  Quando Jesus diz “Daí de graça o que de graça recebestes”, logo entendemos que o dom de cura está em mim, em você, em nós. Está nos nossos maiores e melhores sentimentos, que é o Amor e a Boa vontade. Todo médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos e por isso, não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os Apóstolos, embora pobres, não cobravam as curas que operavam. Já dizia São Francisco, “Amar que ser amado, pois é dando que se recebe”. Todos os nossos atos, sejam bons ou ruins, eles retornam para nós. Se você emana amor, você receberá amor.  André Luiz nos fala que “o pensamento é a nossa capacidade criativa em ação. A ideia forma a condição; a condição produz o efeito; o efeito cria o destino.” Assim também diz Emmanuel: o sentimento inspira e o pensamento plasma. A palavra orienta e o ato realiza.” Ou seja, onde pusermos o pensamento - força viva de nosso coração, aí se manifestará, como é justo, a forma de nossa vida.
  Meus queridos amados, quando doamos ao nosso próximo essa energia curadora, seja com um abraço, com um sorriso, um aperto de mão, com uma conversa amiga e vigorosa, nós estamos emanando, de certa forma, a cura que aliviará a aflição do coração de muitas pessoas. Já dizia nosso Mestre Jesus: "Vós sois deuses"... "Podeis fazer tudo que faço e muito mais".  No entanto, quando somos médiuns ostensivos, devemos buscar apoio nos ensinamentos de Jesus, devemos estudar bastante, devemos ser disciplinados. E assim, trabalhar na seara do nosso Irmão Jesus, servindo e amando.  A mediunidade não é um meio de subir na vida, a mediunidade está em nós para ser trabalhada para o amor, ajudando o próximo, sendo caridosos. A mediunidade deve caminhar ao lado de Jesus. “Esse dom lhe fora dado gratuitamente por Deus, para alívio dos que sofrem e para ajudar a propagação da fé. Ele lhes diz que não o transformem em objeto de comércio ou de especulação, nem em meio de vida.” Dessa forma, devemos acreditar mais nessa força curadora, criadora, reparadora: O AMOR! Joanna de Ângelis fala queToda cura vem de Deus. Como Deus é amor, o amor é essencial no mecanismo da saúde.” Assim, curar ou curar-se é forma de contribuir para o bem-estar do próximo. É participar com alto sentimento de compreensão das debilidades alheias. “Curar é tolerar tudo e todos, avançando no rumo da paz. E a paz resulta do equilíbrio entre a razão e o sentimento, sempre edificando. É buscar inspiração e coragem na oração, libertar-se e alar-se ao eu profundo, espiritual.” Assim, devemos buscar o equilíbrio interno, corpo, alma, mente e coração, nos reformando e servindo a Jesus.
Fiquem com Deus e os Anjos de luz.
Tenham um ótimo restinho de domingo.
Desejo uma semana feliz, recheada de amor, de sorrisos, paz e muita alegria.
Abraços iluminados,
Equipe Tempo de Luz e Amor. 


domingo, 17 de junho de 2012

Evangelho aos domingos ::



Boa noite, irmãos e irmãs!!!
Agradeçamos por mais uma oportunidade vivida, por mais um dia.
Deus, nosso Pai, abençoe e ilumine os nossos caminhos.
Que a Tua sabedoria e o Teu amor reinem em nossos atos e em nossos corações.
Obrigada por tudo.
Assim seja.


Capítulo 9 – BEM-AVENTURADOS OS MANSOS E PACÍFICOS
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS:
III – Obediência e Resignação
LÁZARO
Paris, 1863




            8 – A doutrina de Jesus ensina sempre a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura, muito ativas, embora os homens as confundam erroneamente com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração. Ambas são forças ativas, porque levam o fardo das provas que a revolta insensata deixa cair. O poltrão não pode ser resignado, assim como o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi à encarnação dessas virtudes desprezadas pela antiguidade materialista. Chegou no momento em que a sociedade romana perecia nas fraquezas da corrupção, e vieram fazer brilhar, no seio da humanidade abatida, os triunfos do sacrifício e da renúncia à sensualidade.
            Cada época é assim marcada pelo cunho da virtude ou do vício que a devem salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual, seu vício é a indiferença moral. Digo somente atividade, porque o gênio se eleva de súbito e descobre de relance os horizontes que a multidão só verá depois dele, enquanto a atividade é a reunião dos esforços de todos, para atingir um alvo menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos ao impulso que vimos dar aos vossos Espíritos. Obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Infeliz do Espírito preguiçoso, daquele que fecha o seu entendimento! Infeliz, porque nós, que somos os guias da humanidade em marcha, o chicotearemos, e forçaremos a sua vontade rebelde, com o duplo esforço do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa deverá ceder, cedo ou tarde. Mas bem-aventurados os que são mansos, porque darão ouvidos dóceis aos ensinamentos.

Comentário:

A obediência, religiosamente considerada, é quando nos submetemos à vontade de Deus e, depois, à vontade do homem, contanto que seja posto de modo hierárquico por Deus. Assim, quando desobedecêssemos às leis divinas, “pecamos”. Dessa forma, perante as infrações cometidas com relação a tais leis, a resignação aceita serenamente as consequências advindas. Nosso irmão maior, Jesus, é o modelo da perfeita obediência. E devemos segui-lo. Devemos ser obedientes a Deus, aos nossos pais e aos nossos superiores, entretanto, tenhamos cuidado para não sucumbir às atrocidades mundanas. Devemos seguir o Seu grande exemplo de humildade, paciência e renúncia. A resignação de Jesus perante Deus, nosso Pai, fez com que ele morresse na cruz. Preferiu o martírio, no sentido de enaltecer a verdade e com isso iluminar os nossos corações endurecidos. Então, nos perguntamos o que estamos fazendo por Ele? Estamos sendo obedientes? Como está sendo nosso trabalho de burilamento?  A doutrina de Jesus ensina sempre a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura, muito ativas, embora os homens as confundam erroneamente com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão, enquanto a resignação é o consentimento do coração. Essas duas virtudes são companheiras da doçura e muito ativas, e a maioria dos homens confundem-nas com a inércia, com a preguiça. Muito pelo contrário, há que se ter muita força interior para resistir aos desejos, às paixões ou à revolta ante uma ofensa. O verdadeiro resignado chega até a renunciar ao direito de queixa. Toda a resistência orgulhosa deverá ceder, cedo ou tarde. Cada época é marcada pelos vícios e pelas virtudes. Nossa virtude é o desenvolvimento intelectual; nosso vício é a indiferença moral. Como podemos ver, há tantos espíritos com grandes mentes, com um intelecto superavançado, no entanto, renegam Deus. Deixam de lado o enriquecimento espiritual, a reforma íntima moral, e prendem-se aos valores materiais, tornando-se indiferentes.  Assim, é conveniente que cada um de nós vá paulatinamente submetendo-se à Lei do Progresso. Não esperemos que os Espíritos venham imolar-nos para que avancemos mais rapidamente na prática do bem e do amor ao próximo.

Obedeçamos a Deus com todas as nossas forças e resignemo-nos aos infortúnios que se nos apresentarem. Não pensemos que a ascensão espiritual vem por um decreto divino. Ela é fruto de um árduo trabalho.

Fiquem com Deus e os Anjos.
Tenham um ótimo restinho de domingo e uma semana cheia de alegria e luz!
Abraços fraternos,
Equipe Tempo de Luz e Amor


domingo, 10 de junho de 2012

Evangelho aos domingos ::

Queridos irmãos, que a paz do nosso Senhor Jesus esteja em nossos lares e em nossos corações.

Desejo uma semana de luz, paz e alegria para todos.

Fiquem com Deus e os anjos.

Boa noite!!!

Evangelho segundo o Espiritismo - Capítulo 22 – NÃO SEPARAR O QUE DEUS JUNTOU - tradução J. Herculano Pires

Indissolubilidade do Casamento

            1  E chegaram-se a ele os fariseus, tentando-o e dizendo: É porventura lícito a um homem repudiar a sua mulher, por qualquer causa? Ele, respondendo, lhes disse: Não tendes lido que quem criou o homem, desde o princípio os fez macho e fêmea? E disse: Por isso, deixará o homem pai e mãe, e ajuntar-se-á com sua mulher, e serão dois numa só carne. Assim que já não são dois, mas uma só carne. Não separe logo o homem o que Deus ajuntou. Replicaram-lhe eles: Pois por que mandou Moisés dar o homem à sua mulher carta de desquite, e repudiá-la? Respondeu-lhes: Porque Moisés, pela dureza de vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres, mas ao princípio não foi assim. Eu, pois, vos declaro, que todo aquele que repudiar sua mulher, se não for por causa da fornicação, e casar com outra, comete adultério, e o que se casar com a que o outro repudiou, comete adultério. (Mateus, XIX: 3-9)
            2 – A não ser o que procede de Deus, nada é imutável no mundo. Tudo o que procede do homem está sujeito a mudanças. As leis da natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países; as leis humanas, porém, modificam-se segundo os tempos, os lugares, e o desenvolvimento intelectual. No casamento, o que é de ordem divina é a união conjugal, para que se opere a renovação dos seres que morrem. Mas as condições que regulam essa união são de tal maneira humanas, que não há em todo o mundo, e mesmo na cristandade, dois países em que elas sejam absolutamente iguais, e não há mesmo um só em que elas não tenham sofrido modificações através dos tempos. Resulta desse fato que, perante a lei civil, o que é legítimo num país e m certa época, torna-se adultério noutro país e noutro tempo. Isso porque a lei civil tem por fim regular os interesses familiais e esses interesses variam segundo os costumes e as necessidades locais. É assim, por exemplo, que em certos países o casamento religioso é o único legítimo, enquanto em outros o casamento civil é suficiente.
            3 – Mas, na união conjugal, ao lado da lei divina material, comum a todos os seres vivos, existe outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, e exclusivamente moral, que é a lei do amor. Deus quis que os seres se unissem, não somente pelos laços carnais, mas também pelos da alma, a fim de que a mútua afeição dos esposos se estenda aos filhos, e para que sejam dois, em vez de um, a amá-los, tratá-los e fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, é levada em conta a lei do amor? Absolutamente! Não se consulta o sentimento mútuo de dois seres, que se atraem reciprocamente, pois na maioria das vezes, esse sentimento é rompido. O que se procura não é a satisfação do coração, mas a do orgulho, da vaidade, da cupidez, numa palavra: todos os interesses materiais. Quando tudo corre bem, segundo esses interesses, diz-se que o casamento é conveniente, e quando as bolsas estão bem equilibradas, diz-se que os esposos estão igualmente harmonizados e devem ser muito felizes.
            Mas nem a lei civil, nem os compromissos que ela determina, podem suprir a lei do amor, se esta não presidir à união. Disso resulta freqüentemente, que aquilo que se uniu à força, por si mesmo se separa, e que o juramento pronunciado ao pé do altar se torna um prejuízo, se foi dito como simples fórmula. São assim as uniões infelizes, que se tornam criminosas. Dupla desgraça, que se evitaria se, nas condições do matrimônio, não se esquecesse à única lei que o sanciona aos olhos de Deus: a lei do amor. Quando Deus disse: “Serão dois numa só carne”, e quando Jesus advertiu: “Não separe o homem o que Deus juntou”, isso deve ser entendido segundo a lei imutável de Deus, e não segundo a lei instável dos homens.
            4 – A lei civil seria então supérflua, e deveríamos retornar aos casamentos segundo a natureza? Não, certamente. Porque a lei civil tem por fim regular as relações sociais e os interesse familiais, segundo as exigências da civilização, e eis porque ela é útil, necessária, mas variável. Deve ela ser previdente, porque o homem civilizado não pode viver como o selvagem. Mas nada, absolutamente, impede que ela seja um corolário da lei de Deus. Os obstáculos ao cumprimento da lei divina decorrem dos preconceitos sociais e não da lei civil. Esses preconceitos, embora ainda vivazes, já perderam o seu domínio sobre os povos esclarecidos, e desaparecerão com o progresso moral, que abrirá finalmente os olhos dos homens para os males incontáveis, as faltas, e até mesmo os crimes que resultam das uniões contraídas com vistas apenas aos interesses materiais. E um dia se perguntará se é mais humano, mais caridoso, mais moral, ligar um ao outro, dois seres que não podem viver juntos, ou restituir-lhes a liberdade; se a perspectiva de uma cadeia indissolúvel não aumenta o número das uniões irregulares.

Comentário: 
Boa noite meus irmãos, hoje vemos novamente a sabedoria e a moral de Cristo. Vemos no nosso dia a dia muitas histórias sobre casais onde é descoberto que um dos membros estava tendo um caso com outra pessoa. Isso é presenciado com tanta frequência, que até consideramos como algo normal, errado, mas normal. “Mais de 50% dos casamentos terminam em divórcio”, muitas pessoas já ficam juntas pensando no que vão fazer ou como vão fazer quando se separarem... Isso não está certo. Acreditemos, meus irmãos, na santidade do matrimônio, isso não é algo que é feito por diversão, é algo sério. Comprometer-se com uma pessoa, então certifique-se que vocês se amam de verdade. 

Quando estamos dentro de casa com nossas famílias é que devemos mostrar o correto, quantos pais e mães ficam por ai incentivando seu filho a ser promíscuo, ficando orgulhosos falando “meu filho tem tantas garotas”, e mostrando isso como se fosse algum tipo de vantagem. Não é. A espiritualidade sempre nos mostra que tu colhes o que planta, um garoto que vive a vida sem se comprometer a ser fiel, no futuro não terá ninguém com quem compartilhar de seus momentos felizes, nem consolá-lo nos momentos tristes, nem acalmá-lo nos frustrantes e nem amá-lo incondicionalme
nte.
"O casamento é compromisso espiritual previamente negociado e acertado, ainda que nem sempre aceito de bom grado pelas partes envolvidas. São muitos, senão maioria, os que se unem na expectativa de muitos anos de turbulência e mal-entendidos porque estão em débito com o parceiro que acolhem, precisamente para que se conciliem se ajustem, se pacifiquem e se amem ou, pelo menos, se respeitem e estimem."
A Doutrina não defende a tese da indissolubilidade do casamento. O divórcio não é contrário a lei de Deus, mas a rigor não deve ser facilitado. O casamento será sempre um instituto benemérito. É bem verdade que existem uniões extremamente complicadas e Deus jamais institui princípios de violência. Nestes casos, com o objetivo de evitar situações que agravem mais ainda os próprios débitos, dispõem os cônjuges da faculdade de interromper, recusar, modificar ou adiar o desempenho dos compromissos que abraçaram pelo matrimônio.
O divórcio, pois, baseado em razões razoáveis, é providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução pacífica. Submetidos às vezes aos limites máximos da resistência, é natural que o esposo ou a esposa, relegado a sofrimento indébito, se valha do divórcio por medida radical contra o suicídio, o homicídio ou calamidades outras que lhes complicariam ainda mais o destino, como ensina Emmanuel no livro "Vida e Sexo".
 
Por isso, meus irmãos, tenhamos cuidado com nossas ações, só façamos aos outros o que queriam que fizessem conosco. Fiquem bem, uma boa noite.
Abraços de luz.